Santa Casa da Misericórdia de Évora Transforma Sol em Poupança e Impacto Social com a Greenvolt Comunidades

Inaugurada nova Comunidade de Energia que liga duas unidades produtoras a sete outros polos da instituição, incluindo respostas de saúde, infância e apoio social.

O projeto permitirá poupar cerca de 812 mil euros em 20 anos e evitar aproximadamente 130 toneladas de CO₂ por ano.

Com 600 painéis e 346 kWp, o caso de Évora demonstra como organizações com vários edifícios podem transformar coberturas em valor económico, ambiental e comunitário.

Há projetos que reduzem custos. E há projetos que libertam recursos para cumprir uma missão. A Santa Casa da Misericórdia de Évora, instituição fundada em 1499, inaugurou com a Greenvolt Comunidades uma Comunidade de Energia que converte o sol do Alentejo em poupança, maior autonomia e capacidade de gerar impacto social local.

A energia será produzida no Recolhimento Ramalho Barahona e na Unidade de Cuidados Continuados, para consumo local e partilha do excedente com outros sete polos, entre os quais creches e a sede da instituição. Assim, a energia é produzida onde existe espaço solar disponível – nos telhados e cobertura de estacionamento – e passa a servir diferentes necessidades da Santa Casa.

O modelo ganha especial relevância numa instituição que acompanha a comunidade em diferentes fases da vida. O Recolhimento Ramalho Barahona funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano, prestando alojamento, apoio social e cuidados de enfermagem e promovendo autonomia, envelhecimento ativo e integração social. Neste contexto, cada euro poupado pode contribuir para a sustentabilidade das respostas prestadas.

Com uma produção estimada de 496 MWh por ano, cerca de 131 MWh serão partilhados com os restantes pontos de consumo. Ao longo do contrato de 20 anos, a poupança estimada ascende a 812 mil euros, cerca de 41 mil euros por ano, enquanto o projeto evita aproximadamente 130 toneladas de emissões de CO₂ anualmente.

Para instituições sociais, autarquias, empresas, universidades ou grupos com instalações dispersas, este modelo permite articular a produção renovável com as necessidades de consumo de diferentes locais, aproveitando melhor a energia produzida e distribuindo os seus benefícios por diferentes edifícios e pontos de consumo.

”Em Évora, não estamos apenas a instalar painéis: estamos a ligar edifícios, a otimizar consumos e a transformar energia local em poupança duradoura para uma instituição que cuida da comunidade há mais de cinco séculos. É esta combinação entre capacidade técnica, gestão integral e impacto local que queremos replicar em todo o país.

José Queirós de AlmeidaCEO da Greenvolt Comunidades

”Esta solução permite reduzir custos de energia em diferentes instalações e reforçar a sustentabilidade da nossa missão. O benefício é económico, ambiental e comunitário, com potencial para integrar novos membros e alargar as vantagens da energia local.

Francisco Lopes FigueiraProvedor da Santa Casa da Misericórdia de Évora

O caso de Évora ilustra uma tendência crescente de utilização de coberturas, parques de estacionamento e outros ativos para a produção e partilha de energia, permitindo às empresas ou organizações beneficiar de energia renovável sem investimento inicial.

A Greenvolt Comunidades conta atualmente com mais de 160 projetos em operação, cerca de 55 MWp instalados e mais 60 MWp em desenvolvimento. No universo das Misericórdias, desenvolveu 14 projetos, com cerca de 1,2 MWp e que contam com 68 membros consumidores.

No Alentejo, a presença estende-se às Misericórdias de Mora, Arraiolos, Castelo de Vide e Montargil, com comunidades de energia que podem também integrar pequenas empresas e famílias, alargando a utilização da energia produzida localmente.

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