Produtor de Energia Solar: como funciona e como rentabilizar a energia produzida

Ser produtor de energia solar é uma forma de reduzir custos, aumentar a independência energética e tornar a empresa mais sustentável. 

Ao instalar painéis solares, uma empresa pode transformar espaços como coberturas ou parques de estacionamento numa fonte de energia para autoconsumo. Mas ser produtor de energia solar vai além da instalação do sistema. É importante saber o que acontece ao excedente de energia e como maximizar o retorno do investimento, seja através da venda, do armazenamento em baterias ou da participação numa Comunidade de Energia. 

Neste artigo explicamos como funciona a produção de energia solar e as principais formas de rentabilizar a energia produzida. 

O que é um produtor de energia solar?

Um produtor de energia solar é uma entidade – pessoa, empresa ou organização que gera eletricidade através de painéis solares para consumo próprio e, sempre que existe produção excedente, pode armazená-la, partilhá-la ou vendê-la de acordo com o enquadramento legal em vigor. 

Essa energia pode ser utilizada imediatamente para alimentar escritórios, fábricas, armazéns, equipamentos industriais ou sistemas de climatização, reduzindo a quantidade de eletricidade comprada à rede. 

Quem pode ser produtor de energia solar?

Qualquer entidade com condições para instalar um sistema fotovoltaico pode tornar-se produtora de energia. 

No contexto empresarial, esta solução é particularmente interessante para organizações que apresentam consumos elevados durante o dia, período em que a produção solar é mais eficiente. 

Entre os principais exemplos encontram-se:

  • unidades industriais 
  • edifícios de escritórios 
  • superfícies comerciais 
  • hotéis 
  • unidades de saúde 
  • explorações agrícolas 
  • centros logísticos 
  • condomínios empresariais 
  • centros desportivos 

No entanto, não basta ter uma cobertura disponível. Antes da instalação é importante analisar fatores como:

  • área útil disponível; 
  • orientação e inclinação da cobertura; 
  • existência de sombras; 
  • perfil de consumo elétrico; 
  • potência necessária; 
  • objetivos da empresa a médio e longo prazo. 

Este estudo permite dimensionar corretamente a instalação e garantir que a produção de energia responde às necessidades reais do negócio.

Como funciona a produção de energia solar?

Os painéis solares captam a energia proveniente da radiação solar e convertem-na em corrente contínua. Posteriormente, um inversor transforma essa energia em corrente alternada, permitindo alimentar todos os equipamentos elétricos da empresa. Caso exista produção superior ao consumo, o excedente pode ser armazenado, partilhado ou vendido. 

Este modelo é conhecido como autoconsumo individual ou coletivo e constitui atualmente uma das formas mais eficientes de reduzir os custos energéticos das empresas. 

Quanto maior for a percentagem de energia produzida e consumida localmente, menor será a dependência da eletricidade adquirida à rede. 

Vale a pena ser produtor de energia solar?
Quais as Vantagens?

Na maioria dos casos, sim. 

A produção de energia solar permite reduzir os custos com eletricidade, aumentar a autonomia energética e diminuir a exposição às oscilações do mercado. 

Além da poupança, trata-se também de uma decisão alinhada com os objetivos de sustentabilidade e descarbonização que cada vez mais empresas assumem perante clientes, investidores e parceiros. 

No entanto, o verdadeiro potencial da energia solar não depende apenas da quantidade de eletricidade produzida, mas da capacidade para a utilizar da forma mais eficiente possível. 

É por isso que soluções como as baterias e as Comunidades de Energia desempenham um papel cada vez mais importante. Ao aumentar o aproveitamento da energia produzida localmente, contribuem para maximizar o retorno do investimento e criar um modelo energético mais eficiente e sustentável. 

Como uma empresa se torna produtora de energia solar?

Tornar-se produtor de energia é hoje um processo muito mais simples do que há alguns anos. Com uma solução chave na mão, todo o projeto pode ser acompanhado por uma única entidade, desde a fase de estudo até à operação e manutenção da instalação. 

De forma geral, o processo inclui cinco etapas principais. 

1. Avaliação técnica

O primeiro passo consiste em analisar o edifício, os consumos energéticos e o potencial de produção solar. Este estudo permite determinar a solução mais adequada às necessidades da empresa e estimar o retorno do investimento. 

2. Projeto e dimensionamento

Com base na avaliação realizada, é desenvolvido o projeto técnico da instalação fotovoltaica. Nesta fase são definidos aspetos como a potência instalada, o número de painéis solares, os inversores, eventuais baterias e a integração futura numa Comunidade de Energia.  

3. Instalação e licenciamento

Após a aprovação do projeto, procede-se à instalação dos equipamentos e ao respetivo processo de licenciamento. Uma implementação correta garante segurança, eficiência e conformidade com a regulamentação aplicável. 

4. Entrada em funcionamento

Depois da instalação concluída, a empresa passa oficialmente a produzir a sua própria eletricidade. A partir desse momento começa a reduzir a energia adquirida à rede e a beneficiar do autoconsumo. 

5. Gestão da energia produzida

É nesta etapa que muitas empresas descobrem que produzir energia é apenas parte da solução. 

Monitorizar a produção, otimizar os consumos, gerir o excedente, integrar baterias e participar numa Comunidade de Energia são decisões que podem aumentar significativamente o valor gerado pela instalação ao longo dos anos. 

É por isso que cada vez mais empresas procuram soluções integradas que acompanham todo o ciclo de vida do projeto, desde o estudo inicial e instalação até à gestão energética, manutenção e otimização contínua da produção. 

O que acontece à energia que a empresa não consome?

Um dos maiores benefícios da produção de energia solar é a possibilidade de reduzir a dependência da rede elétrica. No entanto, nem sempre a produção e o consumo acontecem ao mesmo tempo. 

Imagine uma empresa que produz mais energia durante a manhã e início da tarde, mas cujo consumo diminui ao longo do dia. Nesses períodos, parte da eletricidade gerada pelos painéis solares pode não ser utilizada de imediato. 

É a esta eletricidade que chamamos energia excedente. 

A forma como este excedente é gerido tem um impacto direto na rentabilidade do investimento realizado. Por isso, antes de instalar um sistema fotovoltaico, é importante definir qual será a estratégia para aproveitar toda a energia produzida. 

Atualmente, existem três opções principais: 

  • armazenar a energia em baterias; 
  • vender o excedente ao mercado; 
  • partilhar a energia através de uma Comunidade de Energia. 

Cada uma destas soluções apresenta vantagens e deve ser analisada de acordo com o perfil de consumo da empresa, os seus objetivos e a estratégia energética definida. 

Como vender o excedente de autoconsumo?

Sempre que a produção de uma UPAC é superior ao consumo instantâneo, a energia excedente pode ser vendida. 

Para isso, é necessário celebrar um contrato com uma entidade que compre essa eletricidade, sendo o valor recebido influenciado pelas condições do mercado e pelos termos acordados com o comercializador. 

Esta solução permite obter uma receita adicional e aumentar o aproveitamento da instalação fotovoltaica. 

No entanto, a venda de excedentes nem sempre representa a forma mais eficiente de valorizar a energia produzida. 

Em muitos casos, o preço pago pela eletricidade excedente é inferior ao valor que a empresa paga quando necessita de comprar energia à rede. Isto significa que parte do potencial económico da produção solar pode ficar por aproveitar. 

Pode consultar o enquadramento legal do Autoconsumo e das Comunidades de Energia Renovável no portal da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). 

Armazenar energia em baterias:
quando faz sentido?

Outra forma de aproveitar a energia excedente consiste no seu armazenamento. 

As baterias permitem guardar a eletricidade produzida durante o dia para utilização em períodos em que a produção solar é reduzida, como ao final da tarde, durante a noite ou em dias com menor radiação solar. 

Esta solução pode aumentar significativamente a taxa de autoconsumo e reduzir ainda mais a dependência da rede elétrica. 

Além disso, contribui para uma maior estabilidade energética, especialmente em empresas com consumos distribuídos ao longo do dia. 

Apesar destas vantagens, as baterias não eliminam necessariamente todos os excedentes produzidos. Em instalações com elevada capacidade de produção, pode continuar a existir energia disponível para outras formas de valorização. 

Muitas empresas acabam por combinar diferentes soluções, como baterias e Comunidades de Energia, para otimizar o aproveitamento da eletricidade gerada.

Comunidade de Energia:
uma nova forma de rentabilizar a produção

Nos últimos anos, as Comunidades de Energia ou Autoconsumos Coletivos têm vindo a transformar a forma como empresas, entidades públicas e cidadãos produzem e utilizam eletricidade. 

Em vez de enviar toda a energia excedente para o mercado, os produtores podem partilhá-la com outros membros da comunidade, permitindo que essa eletricidade seja consumida localmente. 

Este modelo promove um aproveitamento mais eficiente da energia produzida, reduz perdas associadas ao transporte e incentiva um consumo mais sustentável e colaborativo. 

Para empresas com capacidade de produção significativa, esta abordagem representa uma oportunidade para maximizar o valor da instalação fotovoltaica e contribuir para uma utilização mais inteligente dos recursos energéticos. 

Ao mesmo tempo, os consumidores da comunidade beneficiam do acesso a energia renovável mais barata e produzida localmente, criando vantagens para todos os participantes. 

Venda de excedentes ou Comunidade de Energia: qual a melhor opção?

Não existe uma resposta única para todas as empresas. 

A solução mais adequada depende de fatores como o perfil de consumo, a capacidade de produção instalada, a existência de consumidores próximos e os objetivos definidos para o investimento. 

Ainda assim, existem diferenças importantes entre os dois modelos. 

Venda de excedentes
  • Energia vendida ao mercado
  • Valor dependente das condições do mercado
  • Relação comercial tradicional
  • Aproveitamento limitado do excedente
Comunidade de Energia
  • Energia partilhada entre membros da comunidade
  • Maior valorização da energia produzida localmente
  • Modelo colaborativo e descentralizado
  • Maior utilização da energia produzida

Para muitas empresas, integrar uma Comunidade de Energia representa uma evolução natural do autoconsumo. 

Em vez de encarar o excedente como uma energia que simplesmente precisa de ser vendida, passa a existir a possibilidade de lhe atribuir maior valor através da partilha com outros consumidores. 

Este modelo contribui não só para aumentar a eficiência económica do investimento, mas também para acelerar a transição energética e promover uma utilização mais sustentável da eletricidade. Saiba mais sobre Qual a Melhor Opção para o Seu Excedente Energético. 

Como a Greenvolt Comunidades ajuda empresas a tornar-se produtoras de energia

Tornar-se produtor de energia solar envolve muito mais do que instalar painéis fotovoltaicos. Para que o investimento seja verdadeiramente rentável, é fundamental que todas as etapas do projeto estejam alinhadas com os objetivos da empresa e que a energia produzida seja gerida da forma mais eficiente possível. 

É precisamente com esta visão que a Greenvolt Comunidades disponibiliza uma solução chave na mão para empresas que pretendem produzir, consumir e valorizar a sua própria energia.

A solução acompanha todo o ciclo de vida do projeto, incluindo: 

  • Estudo técnico e análise do potencial de produção; 
  • Projeto e dimensionamento da instalação fotovoltaica; 
  • Licenciamento e instalação dos equipamentos; 
  • Monitorização da produção e dos consumos;
  • Gestão de energia produzida;
  • Integração em Comunidades de Energia; 
  • Instalação de sistemas de armazenamento com baterias; 
  • Manutenção e acompanhamento contínuo. 

Desta forma, as empresas podem concentrar-se na sua atividade enquanto a gestão da produção de energia é assegurada por uma equipa especializada. 

Mais do que instalar uma central fotovoltaica, o objetivo passa por criar uma solução energética preparada para responder às necessidades atuais e futuras da empresa. 

Conclusão

A produção de energia solar representa uma oportunidade para as empresas reduzirem custos, aumentarem a sua autonomia energética e contribuírem para um futuro mais sustentável. 

No entanto, instalar painéis solares é apenas o início do processo. 

Se está a ponderar tornar a sua empresa produtora de energia solar, contar com um parceiro que acompanhe todas as fases do projeto – desde o estudo inicial até à gestão contínua da energia – pode fazer toda a diferença para garantir uma solução ajustada às necessidades do seu negócio e maximizar o valor gerado ao longo do tempo. 

A mudança começa em si.
Conheça as vantagens de ser Produtor ou Consumidor de uma Comunidade de Energia

O que é necessário para vender energia solar?

Para vender a energia excedente produzida por uma UPAC é necessário celebrar um contrato com uma entidade compradora de eletricidade e cumprir os requisitos legais aplicáveis. Antes de avançar, é importante avaliar se a venda de excedentes é a solução mais adequada ou se a participação numa Comunidade de Energia pode proporcionar um melhor aproveitamento da energia produzida. 

Como vender o excedente de autoconsumo?

O excedente de autoconsumo pode ser vendido através de um comercializador que adquira a energia produzida. O processo implica a celebração de um contrato e a remuneração depende das condições de mercado e do modelo de comercialização escolhido. 

O que é uma UPAC?

UPAC significa Unidade de Produção para Autoconsumo. Trata-se de uma instalação de produção de eletricidade destinada principalmente ao consumo do próprio produtor, podendo a energia excedente ser armazenada, vendida ou partilhada através de uma Comunidade de Energia. 

Quanto produz um painel solar por dia em Portugal?

A produção diária depende de vários fatores, como a potência do painel, a localização, a orientação, a inclinação e as condições meteorológicas. Em Portugal, um painel solar pode produzir, em média, entre 1,5 kWh e 2,5 kWh por dia, embora estes valores sejam apenas indicativos. 

Quanto produz um painel solar de 500 W por dia?

Um painel fotovoltaico de 500 W pode produzir, em média, entre 2 kWh e 3 kWh por dia em Portugal, dependendo da radiação solar disponível, da época do ano e das características da instalação. 

Qual é a melhor empresa para vender eletricidade?

Não existe uma resposta única, uma vez que as condições oferecidas pelos diferentes comercializadores podem variar ao longo do tempo. Antes de escolher uma empresa, é importante comparar os preços de compra da energia, as condições contratuais e avaliar alternativas como a participação numa Comunidade de Energia, que pode permitir uma maior valorização da eletricidade produzida. 

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